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Emissão De Debênture Isenta De IR Em 2018

16 de julho de 2018

Emissão de Debênture Isenta de IR em 2018: É o maior montante deste tipo de debênture desde 2012 e se justifica pelos incentivos do BNDES e a maior confiabilidade para aplicações de longo prazo com a queda da inflação e da Selic.

As debêntures incentivadas foram destaque entre as emissões de títulos de renda fixa corporativos no primeiro semestre deste ano e chegaram a R$ 10,8 bilhões, o maior valor desde o lançamento em 2012. Entre os motivos para a onda de oferta está o incentivo do BNDES e maior atratividade dos investimentos de longo prazo, que já oferecem rentabilidades melhores com possível alta da inflação e da taxa básica de juros, a Selic.

Com as aplicações de renda fixa recuperando o brilho na prateleira de investimentos, este produto é uma das apostas para quem quer diversificar e não está olhando tanto para o prazo da aplicação e o risco. Esses títulos de longo prazo têm isenção de Imposto de Renda. Em contrapartida, o governo exige que as companhias usem o dinheiro para projetos de infraestrutura.

A emissão recorde das debêntures com este fim chegou a:

  • superar em seis meses todo o ano de 2017, quando somaram R$ 9 bilhões, segundo a B3;
  • elas também lideram em número de captações;
  • e respondem por 57% do que foi arrematado pelo mercado de capitais em 2018;
  • o total captado foi de R$ 9,6 bilhões, contra R$ 2,1 bilhões do mesmo período de 2017;
  • a alta foi de 353%, segundo a Anbima, Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.

Como catalisadores desse avanço, José Eduardo Laloni, diretor da associação, cita a queda da Selic, que levou os investidores a olharem para outros produtos menos conservadores, não só o Tesouro, por exemplo. Outro passo favorável foi a ação do BNDES de frear os desembolsos para as empresas, forçando-as a buscarem outros meios de arrecadar recursos.

Em maio, o BNDES anunciou que vai destinar R$ 5 bilhões para fundos de infraestrutura, o que cresce os olhos dos gestores institucionais, detentores de 57,9% das debêntures incentivadas:

  1. “Com esse fomento, a lógica é que democratize o acesso a essa aplicação;
  2. melhore o arcabouço legal;
  3. a concentração;
  4. e flexibilize mais o prazo de alocação.”

Os fundos minimizam o risco dessa aplicação, explica Rafael Zlot, sócio e gestor de crédito do Brasil Plural, pois une em um lugar só diversas empresas e deixa a escolha a cargo de um profissional. Por não contar com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito, de até R$ 250 mil, o investidor precisa escolher com cautela a empresa na qual vai investir, para não correr o risco de levar um calote.

Zlot diz que o pior para as empresas de infraestrutura já passou. “Elas são sobreviventes do cenário horrível de 2015 e 2016, estão em um novo momento e melhor”, diz.

A rentabilidade das debêntures incentivadas segue, em geral, uma taxa prefixada mais a inflação pelo IPCA. O retorno real médio foi de 6,2% no primeiro semestre de 2018. Já o Tesouro IPCA está com taxa de 5,77%.

Debêntures

O que são e como funcionam:

As debêntures são títulos de dívidas emitidos por empresas.


São vendidas em oferta pública a investidores de diferentes perfis (fundos de investimento, fundos de pensão e pessoas físicas).


Quem compra um título desse pode esperar até o prazo do vencimento do papel, recebendo juros em um intervalo regular.


 Pode também vender as debêntures antes, em um mercado secundário, para outros investidores. Neste caso, porém, o preço não é garantido. Pode ser menor do que o prometido no resgate final do papel, dependendo da demanda pelas debêntures em questão.

Fique Atento

Veja o que é preciso observar antes de investir em debêntures:

Vantagens

Rentabilidade

Por serem títulos de dívida de empresas, o que envolve mais riscos do que títulos de dívida pública, as debêntures costumam pagar mais que o Tesouro Direto e o CDB. Enquanto as debêntures costumam pagar entre 110% e 120% do CDI, que é a taxa de juros praticada entre os bancos e que baliza outros investimentos, o CDB rende entre 85% e 95% do CDI.

Taxas

Não são cobradas taxas de administração quando o investidor compra as debêntures diretamente. Ele paga apenas uma taxa de custódia, que costuma ser de 0,03% ao ano. Quando comprado de uma corretora, algumas cobram uma parte do rendimento prometido. Exemplo: se a rentabilidade prevista é de 120% do CDI, a corretora vai oferecer ao investidor algo como 119% do CDI. Se a diferença entre a oferta original e a da corretora for muito grande, desconfie.

Diversificação

As debêntures são indicadas para quem já é investidor, ou seja, já tem investimentos em renda fixa e ações, por exemplo, e está querendo diversificar para equilibrar os riscos.

Cuidados

Riscos

Assim como quem compra ações, quem investe numa debênture está assumindo o risco de a empresa não pagar o que prometeu. Por isso, é preciso avaliar bem a companhia para verificar se ela apresenta condições de cumprir com o prometido e também para analisar se esse tipo de investimento é o certo mesmo para o seu tipo de perfil.

Prazo

Analisar o prazo da oferta de debêntures e o mercado secundário é importante também para você avaliar se realmente pode abrir mão do investimento por um determinado período de tempo. Se o vencimento do papel é para daqui a cinco anos, e no caso das debêntures esse prazo nunca será menos do que dois anos, você precisa ter certeza de que poderá ficar sem esse dinheiro até lá. Caso  haja alguma possibilidade de que você precisa do dinheiro antes, só valerá a pena seguir com a compra das debêntures se elas tiverem bastante liquidez.

Liquidez

Nem sempre o papel que você compra tem “liquidez”, expressão que o mercado usa para títulos que têm bastante procura e não demoram tanto tempo para serem vendidos no mercado secundário. Sondar como está esse mercado para as debêntures que você está comprando é importante para você saber das possibilidades de venda dos papeis antes do vencimento.

Fonte: Roberto Indech, da Rico; Marília Fontes, da Empiricus; Anbima. Infografia: Gazeta do Povo.