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Seis Conselhos De Especialista Em Franquias

6 de abril de 2018

Seis Conselhos de Especialista em Franquias – Marcelo Cherto atua há três décadas na área de franquias e ajudou a fundar a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Se você pensa em abrir uma franquia ou um negócio próprio para franquear mais tarde vale a pena ouvir o que Marcelo Cherto tem a dizer. Há três décadas na área, ele ajudou a fundar a Associação Brasileira de Franchising (ABF), e tem na sua lista de clientes nomes de peso como Coca-Cola, Bob’s, Itaú, Avon e Chilli Beans. 

Seu nome empresta credibilidade. Durante a abertura da feira da ABF, no dia 22 de junho, por exemplo, o prefeito paulistano, João Dória Jr., citou Cherto em sua apresentação. Como quem diz “eu vim do empresariado e conheço tão bem o setor de franchising que sei quem são as pessoas que fazem este negócio acontecer.

Cherto é autor de um manual com dicas práticas para quem pensa em começar a investir em franquias. Mas ele não é um cara de fórmulas prontas.

A Gazeta do Povo bateu um papo com Marcelo Cherto para falar sobre o tema da palestra que ele dará em Curitiba: “abrir um negócio do zero ou uma franquia?”. Ele falou disso e mais um pouco, com comentários de quem vive o setor de dentro, já viu muita ideia fazer sucesso, e tantas outra naufragarem. 

 6 ensinamentos de Cherto para quem pensa em abrir uma franquia

Franquia é um investimento mais conservador, sim. Mas só se você estiver começando

Esta oposição [de franquia ser mais conservador e negócio próprio mais ousado] funciona para o cara que está começando. Aquele que vai abrir uma lojinha. Mas alguns super empreendedores optaram por franquia simplesmente porque reconhecem que são bons em algumas coisas e não são bons em outros. Ele pensa assim:

  • “Eu não sou bom para desenvolver o conceito de um negócio;
  • Esse aí já está desenvolvido;
  • já tem acesso a fornecedor;
  • tem um marketing definido”. Então, ao invés de ficar um, dois anos planejando tudo, ele entra no operacional logo de cara. É uma decisão empresarial, não tem a ver com medo de ser ousado.

Ser franqueado pode ser um negócio milionário

Uma figura que já existe há anos nos Estados Unidos e que no Brasil começou a sair do armário recentemente é a do multifranqueado. Alguns têm várias franquias de uma mesma marca. Mas a tendência maior é diversificar [e ter franquias de várias marcas]. Eu tenho amigos com 50, 60 franquias. Esse cara é um baita empreendedor, corre risco para burro. O Boticário esses dias comprou o maior franqueado dele. Esse cara tinha mais de 220 lojas. Ele faturava, sei lá, [estimo que] uns R$ 200 milhões. Ele tinha até seus próprios treinamentos.

Não quer franquear e vai abrir um negócio do zero? Tenha paciência para chegar ao modelo certo

Minha filha é empreendedora, ela e a sócia abriram um food truck para vender esfihas folhadas, que eram produzidas, congeladas, e depois vendidas assadas no food truck:

  1. Ficaram um ano planejando;
  2. depois quatro ou cinco meses esperando ficar pronto;
  3. aí veio a licença.                                                                                                                                                                                                                                                                                                           Foram dois anos planejando, e quando elas entraram em operação viram que o mercado de food trucks era muito competitivo e não dava para vender em escala. Mas o produto era bem aceito. Ela e a sócia chegaram à conclusão de que era melhor criar uma fabriquinha e fornecer para redes de supermercados; ao invés de uma esfiha, você vende caixas. Mudaram de negócio e não se arrependem nada [mas foram mais de dois anos só para tomar essa decisão].

Quer fugir das ciladas? Vá investigar

No Brasil, sinceramente, tem pouco picareta [criando franquias]. Mas tem gente amadora, que está mal preparada e que pode arrastar com ele gente que vai colocar todas as suas economias ali [para abrir uma unidade]. Pensando nisso existem algumas regras. Por exemplo:

I – é proibido assinar contrato na feira de franquias;

II – a lei obriga a assinar uma circular de oferta de franquia – C.O.F. – que tem um monte de informações, e só depois de 10 dias pode assinar contrato.

E lembre que a responsabilidade de investigar é sua, e de mais ninguém

A verdade é que as pessoas se informam e investigam muito pouco. A primeira vez que eu fui em uma feira de franquias foi em Minneapolis (EUA), em 1987. Eu lembro que na entrada você já ganhava um folhetinho falando que era para investigar antes de investir. E dizia “o simples fato de estar nessa feira não assegura qualidade”. Em resumo: vá você atrás de investigar, é sua responsabilidade.

Só quem ganha dinheiro com “Feelings” é o Morris Albert

Eu já ouvi muito essa de “ah, eu vou no feeling“. Eu costumo dizer que o Morris Albert, que compôs a música Feelings [gravada por nomes como Julio Iglesias, Barbra Streisand, Ella Fitzgerald e Nina Simone] é a única pessoa que já ganhou dinheiro com “feelings” na história. Franquia não é “feeling”, é processo. Não é arte, é ciência.

Fonte: Naiady Piva para a Gazeta do Povo