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Financiamento de Veículos Volta nos Grandes Bancos

Financiamento de Veículos Volta nos Grandes Bancos: – passada a crise gerada em 2010 e 2011, a virada ocorre a reboque da retomada das vendas de carros novos .

Passado o gosto amargo deixado pelos calotes nos financiamentos sem entrada e em até 90 vezes, os grandes bancos começam a mostrar disposição para aumentar a oferta de crédito para compra de veículos em meio à retomada do setor, um dos mais afetados pela crise.

  • Bradesco e Banco do Brasil voltaram a registrar aumento trimestral;
  • no financiamento de veículos;
  • enquanto o Itaú Unibanco já está mais próximo de inverter a trajetória de queda.

A virada ocorre:

  1. a reboque da retomada das vendas de carros novos;
  2. associada ao bom desempenho do mercado de usados;
  3. que aliviou as perdas do setor durante a crise;
  4. contribui ainda a melhora de condições macroeconômicas;
  5. como a queda dos juros;
  6. os baixos níveis de inflação;
  7. e a redução do desemprego.

A venda de veículos novos começou a cair em 2013, por causa de uma restrição do crédito por parte dos bancos, que à época registravam aumento nas taxas de inadimplência:

I – A recessão iniciada em 2015 só piorou a situação;

II – Como consequência, de 2013 a 2016, as vendas encolheram 46%;

III – Agora, com uma alta de 9% no acumulado de janeiro a outubro de 2017, o mercado tem se recuperado;

IV – Primeiro em função de uma demanda reprimida;

V – e, nos últimos três meses, com o apoio do crédito.

Com quase R$ 20 bilhões de saldo, a carteira de crédito para veículos do Bradesco apresentou alta de 2% em setembro ante junho, embora esteja ainda em queda no comparativo anual.

“Foi o primeiro crescimento (da carteira de crédito a veículos) em muito tempo. Há algum significado. Essa carteira veio sendo ajustada à nova realidade do mercado e o tamanho da nossa produção já permite algum crescimento no crédito a veículos”, disse o diretor de relações com o mercado do Bradesco, Carlos Firetti, em recente conversa com a imprensa. O banco voltou a divulgar o resultado de crédito para veículos neste ano e, por isso, prefere não fazer comparações mais longas.

No Itaú Unibanco, o ponto de inversão ainda não ocorreu, mas já está mais próximo. No terceiro trimestre, a carteira seguiu em baixa ao encolher 1,7% ante o período encerrado em junho, mas em ritmo menor que o visto nos anteriores.

Atualmente, o crédito a veículos representa apenas 7,8% da carteira do Itaú, com pouco mais de R$ 16 bilhões.

a) Turbinado pelos empréstimos sem entrada;

b) e com parcelamento extenso;

c) chegou a responder por metade do saldo dos empréstimos da instituição;

d) com mais de R$ 60 bilhões em concessões.

De acordo com o presidente do Itaú, Candido Bracher, o banco espera que sua carteira de crédito para veículos volte a crescer. “O que vai ditar ritmo é a demanda”, reforçou o executivo, em teleconferência com a imprensa, para comentar os resultados do banco.

No caso do Banco do Brasil, a carteira de veículos do terceiro trimestre, embora tenha caído 14,9% em relação a igual período de 2016, teve expansão de 4,6% na comparação com o segundo trimestre de 2017.

Ranking

Com a redução de apetite dos players principais, o ranking dos grandes bancos em veículos mudou completamente no Brasil:

  • A liderança do setor, antes nas mãos do Itaú;
  • passou para o Santander Brasil, que encerrou setembro com mais de R$ 34 bilhões emprestados nesta linha;
  • volume 5,4% maior em relação a junho e 16% em um ano;
  • O banco, porém, já começa a sentir o acirramento da concorrência;
  • de acordo com o superintendente da Santander Financiamentos, Gustavo de Sousa Santos.

Segundo ele, todo o mercado, incluindo os próprios lojistas e consumidores, aprendeu com a crise de 2010, dos empréstimos sem entrada e a perder de vista. “Os lojistas aprenderam que se vendessem nas condições do passado poderiam secar a fonte de recursos. Os bancos também, uma vez que a garantia já saía depreciada e para os clientes o custo financeiro por tanto tempo não valia a pena”, avaliou Santos.

A retomada tem sido mais conservadora. A média praticada hoje no mercado, conforme o superintendente do Santander, é de exigência de 30% do valor de carro de entrada e prazo máximo de 36 meses. No passado, era de 15% e 48 vezes, respectivamente.

Fonte: Blog Televendas & Cobranças – por: Afonso Bazolli

 

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