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Não Tenha Medo da Reforma Trabalhista

Não Tenha Medo da Reforma Trabalhista

No dia 11 de novembro, sábado, entrou em vigor a reforma trabalhista (Lei 13.467/2017), que fez alterações significativas na antiga CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), dentre elas:
  • a regulamentação do trabalho home office;
  • a divisão de férias;
  • a possibilidade de acordo de rescisão contratual entre o empregador e empregado, etc.
Não há dúvida que se tornava inadiável a atualização da legislação, pois quando a CLT entrou em vigor nos anos 1940, em plena ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas, as relações de trabalho eram exageradamente desproporcionais. Porém, com o passar dos anos e com a evolução da sociedade, hoje se torna uma missão quase heroica ser empresário ou empreendedor no Brasil e contratar um funcionário diante da burocracia e da alta carga tributária. Mas, caros leitores, não vou abordar aqui a visão jurídica dos impactos da reforma, mas sim, a minha visão pessoal sobre a relação de trabalho, pois já são mais de vinte anos ininterruptos que atuo em empresas como celetista e tenho alguns pontos de vista que gostaria de compartilhar com vocês. Lembro que no longínquo ano de 1993, quando tinha dezenove anos de idade, eu fazia trabalhos autônomos pontuais como vendedor de rua e músico, e numa tarde de domingo, alguns amigos do bairro me chamaram para ir ao cinema. Ao terminar o filme, eles sugeriram ir para a praça de alimentação para lanchar, mas eu tinha somente o dinheiro da sessão, e todos eles, de forma muito generosa, fizeram questão de pagar minha conta, pois já trabalhavam em empresas e tinham renda. Diante desta situação um tanto desconfortável, como se fosse hoje, me recordo que neste dia prometi para mim mesmo que na primeira oportunidade de trabalho que tivesse, eu a agarraria “com unhas e dentes” e que toda segunda-feira seria, daquele momento em diante o melhor dia da semana. Este “modelo mental” que criei é baseado no cumprimento de deveres antes do pleito de direitos, ou seja, se eu quiser prosperar e ter oportunidades de evolução tanto no âmbito profissional como no pessoal, primeiro preciso cumprir com as minhas obrigações para depois ter direito a algo e usufruir dos benefícios. Notadamente, foi criada uma cultura no Brasil, principalmente após a virada do século XXI, onde grande parte das pessoas primeiro exige saber quais são os seus direitos antes mesmo do cumprimento dos deveres, e com isto, muitas empresas passaram a ter dificuldade para contratar diante de tantas exigências e com contraprestação de trabalho sofrível e desproporcional. Das palestras a que tive oportunidade de assistir este ano, me despertou grande atenção a do Professor Gil Giardelli, conferencista dos principais eventos no país, onde num levantamento que fez, constatou que:
  1. a nossa Constituição Federal possui 27 vezes a palavra direito;
  2. e somente quatro vezes a palavra dever;
  3. bem diferente dos países desenvolvidos;
  4. onde esta relação é contrária;
  5. ou seja, existem mais deveres do que direitos;
  6. por isto que a nação se desenvolve.
Como acredito muito que: a) a transformação da sociedade que tanto sonhamos;L b) acontece a partir de cada um de nós; c) fica para reflexão de hoje lembrarmos que a nossa vida é pautada no cumprimento de deveres; d) e quando cumprimos da forma mais leal e honrosa possível; e) todos os benefícios estarão à nossa disposição.   Fonte: Blog Televendas & Cobranças –Por Ubiratan Dib

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