O comportamento correto na renegociação de dívidas

Para quem quer começar com o pé direito, o ideal para quitar ou renegociar suas dívidas em atraso, inclusive participando de um feirão limpa nome. Conheça dicas essenciais para uma boa renegociação de dívida neste fim de ano:

  1. Não ceda a pressões psicológicas

    É normal que os credores insistam bastante para que os inadimplentes paguem suas dívidas, e muitas vezes essa pressão é exagerada. Há casos em que escritórios de cobrança de qualidade duvidosa, façam pressões envolvendo xingamentos e ameaças como a tomada de bens e prisão.

    Acontece que, na maioria dos casos a inadimplência não é crime, e o devedor não pode ser preso por isso. A penhora de bens também só se aplica a casos muito específicos. Por exemplo, dívidas do cartão de crédito e no cheque especial não levam à penhora de bens.

    O único imóvel da família, por exemplo, só pode ser penhorado se tiver sido dado em garantia de um empréstimo (seu próprio financiamento ou um refinanciamento) como fiança em um contrato de aluguel, no caso de dívidas do próprio imóvel (condomínio e IPTU), no caso de atraso no pagamento de pensão alimentícia ou de dívidas com trabalhadores domésticos da própria residência.

    A penhora de um automóvel só pode ocorrer se tiver sido dado em garantia do financiamento ou de um refinanciamento. Outros bens impenhoráveis são o seguro de vida, a pequena propriedade rural trabalhada pela família e quantia depositada em caderneta de poupança no valor de até 40 salários mínimos.

  2. Não demonstre fragilidade

    Mesmo envergonhado, desesperado ou morrendo por dentro, o ideal é manter-se firme na hora da negociação para não correr o risco de aceitar qualquer proposta. Para obter condições favoráveis ao seu bolso, o devedor não deve demonstrar fraqueza, fragilidade ou ansiedade.

    O endividado deve mostrar que o fato de ter dívidas em atraso não o abala, portanto não se deve dizer ao credor que você está tendo dificuldade de conseguir emprego por causa da dívida, nem implorar “pelo amor de Deus” por alguma coisa.

  3. Vá preparado

    Antes de partir para a renegociação, o devedor deve pôr na ponta do lápis todas as dívidas, pedir seus valores atualizados e descobrir a taxa de juros e os eventuais encargos cobrados. É interessante montar seu próprio plano de pagamento, para oferecer como contraproposta às propostas que lhe forem feitas.

    Uma opção é abrir uma brecha mais ou menos permanente no orçamento para definir o valor máximo da parcela. Este será o limite, e ele deve ser sustentável no médio prazo, para que devedor não se veja inadimplente outra vez.

  4. Demonstre conhecer o assunto

    Antes de partir para a negociação, informe-se bastante sobre como funciona a sua dívida e a cobrança de juros. Descubra se há outras taxas cobradas junto com os juros e que encarecem a dívida, como seguros. Demonstrar conhecimento técnico maior no ato da renegociação é o ideal, portanto, deve se entender o funcionamento do sistema de juros compostos.

    Consultores aconselham que se a pessoa não entender muito de matemática, procure ajuda de alguém que entenda. Pode ser um profissional, como um advogado, ou um conhecido mais esclarecido nessa área.

  5. Tenha paciência

    O orientação dos consultores é de que o devedor não deve ceder às primeiras propostas feitas pelo credor se elas não forem boas – e provavelmente não serão. É possível que as primeiras ofertas tenham parcelas de valor baixo, mas que o montante total seja muito superior à quantia financiada. Se a dívida era de 5 mil reais e cresceu para 18 mil reais devido à ação dos juros, não tem sentido pagar mais que o dobro do valor financiado só em juros.

    Assim como a maioria das pessoas que querem quitar suas dívidas o quanto antes, as instituições financeiras querem receber o mais rápido possível. Mas quanto mais o tempo passa, maiores as chances de se conseguir um bom desconto. Além disso, um devedor preparado pode sempre rebater a proposta do credor com uma contraproposta que de fato lhe seja vantajosa.

    Se a dívida estiver perto de completar cinco anos, o devedor ganha ainda mais força para negociar. Isso ocorre porque, após esse prazo, a dívida prescreve. Isto é, ela não deixa de existir, mas o credor é obrigado a tirar o CPF do devedor dos cadastros de inadimplentes.

  6. Imponha limites

    Não ceda nos casos em que a proposta do credor passar dos seus limites. Pode acontecer da inadimplência ocorrer novamente. Caso o credor insista em cobrar juros abusivos ou apele para pressões psicológicas, o ideal é levantar da mesa de negociação e ir embora.

  7. Se tiver dinheiro para pagar à vista, faça exigências

    Mesmo que o dinheiro que tem em mãos não seja o suficiente para quitar a dívida à vista, é uma ferramenta poderosa para conseguir grandes descontos. E o 13º salário pode ser justamente o que você precisava.

    É possível exigir para pagar apenas a quantia que foi financiada, sem juros, e em alguns casos o credor chega a aceitar menos que o valor do principal. As instituições financeiras já contabilizam aquela dívida não paga como prejuízo, por isso acontece isso. O valor da inadimplência já foi contabilizado no balanço, na provisão de devedores duvidosos.

    Como a instituição financeira não está contando com aquele dinheiro, quando o devedor paga, trata-se de lucro. Pagar apenas o que você pegou emprestado, sem juros, é justo, portanto, isso pode acontecer tanto na negociação pessoal quanto pelos contatos via carta ou call center.

  8. Proporcione ao credor uma sensação e perda

    Quando o devedor tem dinheiro na mão, ainda que não seja suficiente para quitar a dívida, ele deve propor a quitação com desconto. Se o credor não aceitar, basta endurecer a negociação.

    Quem tem mais de uma dívida com mais de um credor pode dizer que vai dar prioridade de pagamento a outro caso o primeiro não aceite a quitação com desconto. Aceitar esses termos pode ser mais vantajoso para o credor do que tentar parcelar novamente a dívida, uma vez que no segundo caso continua a haver risco de inadimplência no futuro, e ao aceitar a quitação ele se livra logo do problema.

    Fonte: Exame Economia

Notícias
Relacionadas

27/05/2021

O que é Background Check?

É o significado para verificação de antecedentes. Uma prática muito conveniente no mundo corporativo para diversos fins, seja para análise de [...]
Leia mais...

19/05/2021

Risco no Futuro das Fraudes: Identidades Sintéticas

O aumento de transações através de lojas online e marketplaces, geram tendências também no mercado da fraude. Em função dos "novos hábitos" [...]
Leia mais...

01/06/2021

Lançamento Procob: Novo sistema online de consultas

Iniciamos o mês com grandes novidades aqui na Procob: O Novo Sistema Online de Consultas! Ainda mais seguro e com o design prático e [...]
Leia mais...