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Mercado de Trabalho: Uma Década Para Retomar Níveis Anteriores

Mercado de Trabalho 

Mercado de Trabalho: Uma Década Para Retomar Níveis Anteriores – “Sem um crescimento consistente da economia e do emprego formal, mercado de trabalho pode levar anos para reduzir o desemprego e a informalidade ao nível pré-crise”.
Após dois anos da interrupção da crise de desemprego, o ritmo de retomada nos permite afirmar que ainda levaremos muitos anos para voltar aos níveis anteriores a grande crise: desemprego próximo a 7%. Mesmo com a melhora da situação em 2017 e 2018, ainda estamos com índice superior a 11,5% da população desempregada ou mais de 12 milhões de desempregado ou em empregos informais, “segundo dados do terceiro trimestre de 2018 da Pnad Contínua, do IBGE.”

E a maior concentração de desempregados estão na faixa etária que vai dos 18 aos 39 anos. Em 2017 parou de aumentar o desemprego mas sem apresentar acréscimo no número de empregados; apenas neste ano de 2018 houve aumento na oferta de vagas e o desemprego, que estava em 13,1% caiu para 11,9%, ainda muito alta. “Atualmente, os trabalhadores informais representam 41% do contingente de ocupados do país, ou seja, 38 milhões de pessoas não possuem carteira assinada ou CNPJ, segundo João Saboia, professor emérito do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)”
Essa situação só poderá mudar com uma forte retomada das atividades empresariais na economia como um todo: este ano, segundo dados do CAGED, foram criadas 790 mil novas vagas de trabalho, o que é muito pouco diante de quase 12 milhões sem registro de emprego, e as previsões para o PIB de 2018 tem sido revistos para menos, o que é ruim quando se fala em um cenário de restabelecimento de índices de empregos.

Para 2019 há uma esperança de retomada mas que dependerá muito do poder de investimentos do Brasil e isso passa pela grave situação fiscal que desafiará o novo governo que assumirá em janeiro de 2019. Uma reforma da Previdência consistente é uma condição fundamental para que o País possa voltar a investir e, consequentemente, a gerar empregos.

Indústria, comércio, agronegócio, extração mineral e outras atividades necessitam também um ambiente de segurança jurídica para atrair novos investidores que tragam suas empresas para cá e contribuam também nessa luta pela retomada dos empregos e consequentemente do consumo.

 

Fonte: Gazeta do Povo – Cíntia Junges

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