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Mercadinhos Resistem As Grandes Redes

Mercadinhos Resistem ‘As Grandes Redes – Brasil tem mais de 400 mil pequenos “mercadinhos”, que sobrevivem à entrada de grandes redes, como Carrefour e Pão de Açúcar, no setor do varejo de proximidade – são os sucessores dos armazéns. “Sucessor direto dos antigos armazéns, o mercadinho de bairro é uma instituição brasileira. São mais de 400 mil negócios deste tipo espalhados por — literalmente — o país todo. No interior e nas grandes cidades, eles chegam onde os grandes sequer querem ir. Esta versatilidade dá aos pequenos um poder de adaptação, em um momento em que redes de calibre internacional crescem o olho para o que chamam de mercado de proximidade. “Atendemos à crescente demanda dos consumidores, sobretudo dos grandes centros urbanos, por compras rápidas no trajeto de casa ou do trabalho”, explica o diretor executivo do Carrefour Express no Brasil, Douglas Pina. “Nos últimos cinco anos, os “mercadinhos” das grandes redes viveram um boom. Foram mais de 350 inaugurações, e um crescimento em faturamento acima de 700%, segundo dados da Euromonitor International. Três bandeiras dominam dois terços deste segmento de proximidade:
  • Além do Carrefour Express;
  • há o Minuto Pão de Açúcar;
  • e o Mini Mercado Extra (ambas do Grupo Pão de Açúcar.
O estudo da Euromonitor leva em conta apenas os grandes, e os dados são referentes à categoria “lojas de conveniência”. O GPA (que hoje tem no atacado sua “menina dos olhos”) não inaugurou nenhuma unidade de proximidade nos seis primeiros meses deste ano. Já o Carrefour tem planos de inaugurar 20 novos “Express” ainda em 2018, dentro de uma expansão de R$ 1,8 bilhões prevista pelo grupo para todos os formatos de loja. Mas sem cruzar os limites do estado de São Paulo, em um primeiro momento.” “O confinamento às divisas paulistas (há poucas exceções, como uma experiência do GPA em Pernambuco) é um indicativo de limitações que as grandes redes têm para expandir seus modelos de proximidade: a começar pelos custos. Embora menores que os “supers” e “hipers”, e que se aproveitam da estrutura já instalada dos grupos, os “mercadinhos” das redes ainda são lojas robustas, com uma operação complexa, com faturamento em uma média de R$ 355 mil por mês. Com um gasto operacional muito alto, os grandes só conseguem entrar em mercados onde podem ter uma margem de lucro grande, avalia o analista de Competitividade do Sebrae, Luiz Claudius Leite. O que é possível com produtos premium, muitas vezes ligados à gastronomia, como queijos, vinhos e chocolates. E que compensam a margem pequena das frutas, legumes e verduras, por exemplo. Perfil dos pequenos Nos pequenos, a realidade é diametralmente oposta, como mostra um mapeamento do setor feito pelo Sebrae. Um em cada oito mini mercados é tão pequeno que sequer chega a faturar R$ 5 mil em um mês. Um quinto deles se enquadram como microempresa (faturam até R$ 30 mil). E mais da metade não chega a ter mais do que quatro funcionário” “O Sebrae leva em conta pequenos negócios com até quatro caixas registradoras e faturamento anual de até R$ 4 milhões. E estima que eles respondem por 6% do PIB do país — 35% das vendas do setor supermercadista. A distribuição regional destes 416 mil mini mercados de bairro também é bem diversa.
  1. Entre os cinco estados com mais unidades, por exemplo, há dois do Nordeste;
  2. Bahia e Ceará têm, juntos, mais mini mercados do que o estado de São Paulo;
  3. No outro extremo, Rio Grande do Sul e Paraná também figuram de forma expressiva no ranking.
“A maior parte destes comércios fica em lugares com dificuldade de logística, fora do Centro, onde residem as classes C, D e E. E este é um modelo operacional que eu não sei se o grande topa”, explica Luiz Claudius. O consumidor fiel também pesa para a sobrevivência dos mercadinhos. Metade deles, inclusive, opera no sistema de caderneta, o famoso “fiado”. Esta proximidade dos consumidores é herança dos antigos armazéns. Ainda hoje, um terço dos mercadinhos mantêm registro dos clientes em formato manuscrito. De forma quase intuitiva, os pequenos colocam em prática técnicas de fidelização que hoje são objeto de investimentos milionários das grandes redes. Em 2015, quando foi feito o levantamento do Sebrae, um terço dos mini mercados já fazia vendas por telefone. O cliente liga ou o próprio comerciante entra em contato para informar que um produto desejado já chegou. É a mesma lógica dos aplicativos recheados de big data e inteligência artificial lançados pelos grandes. Fonte: “Naiady Piva” para a Gazeta do Povo

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