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Afrouxar O Crédito Será Bom Para O Natal

28 de novembro de 2017

Afrouxar o Crédito Será Bom para o Natal – É o que economista da Associação Comercial de São Paulo afirma.

Para Marcel Solimeo, economista da ACSP, bancos vão continuar seletivos nos empréstimos. Fábio Silveira, economista da GO, diz que consumo melhora com mais emprego e renda.

Uma das ferramentas à disposição do governo possui para restringir ou estimular a concessão de crédito no mercado é a reserva compulsória que os bancos são compelidos a manter no Banco Central (BC).

Quando o governo quer:

  • restringir o crédito;
  • o Banco Central aperta a exigência;
  • solicitando uma parcela maior de reserva;
  • quando quer estimular o financiamento, afrouxa a regra.

A economia está em ritmo tão lento que, neste momento, o governo acena com medidas para facilitar o crédito, uma tentativa para estimular o consumo no final do ano.

Para Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo, e Fábio Silveira, sócio-diretor da GO Associados, se concretizada, a medida para estimular a concessão e a tomada de crédito pelos consumidores será apenas um “refresco” para a economia:

  1. “Os bancos estão bastante seletivos em relação à concessão de crédito e vão continuar assim”;
  2. “O próprio consumidor não está disposto a se endividar;
  3. Quem está desempregado não tem dinheiro e;
  4. quem tem emprego, está inseguro.”

O que pode dar um gás na economia, na avaliação de Silveira, é a melhora no emprego e na renda do consumidor. Dois indicadores que pioram a cada mês.

A estimativa da equipe de economistas da GO Associados é que, neste ano, a massa real de salários cairá cerca de 3%. A taxa de desemprego deve bater em 9,5% em 2015 e 10%, em 2016.

“Medidas para expandir o crédito serão só um refresquinho para a economia, pois o calor está muito forte no Brasil”, diz Silveira.

Para que a economia volte a andar, na avaliação de Silveira, é preciso:

a) que a taxa de câmbio se estabilize;

b) e que o país consiga alcançar o superávit primário;

c) que é a economia que o governo faz para pagamento de juros.

“Se fizer isso, o país será mais bem visto no mercado internacional”, diz Silveira. “Um dos maiores problemas enfrentados pelos governos e pelas empresas é que, por conta da piora no desempenho fiscal, o custo do financiamento para o Brasil subiu. Se as empresas pagam mais juros tudo fica mais caro para o consumidor.”

Qualquer medida tomada pelo governo no sentido de estimular a economia não deverá ter efeito, na avaliação dos dois economistas. “Este vai ser um Natal morno, sem entusiasmo”, diz Silveira.

Comparado com meses anteriores, o mês de dezembro deve apresentar um resultado melhor para o comércio. Mas, na comparação com igual mês do ano passado, as lojas devem registrar queda entre 3% e 5% no faturamento real, de acordo com a avaliação de Solimeo.

“O problema não é a queda de consumo e, sim, a falta de confiança, que tem afetado toda a economia”, afirma. “O governo não mostra sinais que vai corrigir o déficit estrutural. Se o consumidor não sentir coerência em relação às ações do governo para acertar as contas, essa situação não vai melhorar”.

 

Fonte: Blog Televendas & Cobranças – Por: Fátima Fernandes