Governo mantém redução de IPI para veículos até dezembro

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira (30) a manutenção da alíquota reduzida do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Com isso, a alíquota para carros com motor 1.0, que deveria voltar a 7%, vai continuar em 3%. Para veículos como motor flex até 2.0, a alíquota retornaria para 11%, mas será mantida em 9%. As alíquotas deveriam voltar ao normal amanhã, 1º de julho. A manutenção das atuais tarifas foi prorrogada até dezembro.

A continuidade da tarifa menor foi anunciada após o ministro se reunir com representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). As montadoras têm sofrido com alto nível de estoques e reduziram em 18% a produção de veículos nas linhas de montagem em maio, na comparação com o mesmo mês de 2013.
Segundo Mantega, na reunião, que também contou com a participação da Fenabrave, foi feito uma avaliação sobre o setor neste primeiro semestre. De acordo com o ministro, “uma série de motivos, entre os quais, a questão do crédito”, influenciou negativamente. “Houve uma diminuição de crédito e um encarecimento nesse período e também no período mais atual”, disse Mantega.

O ministro afirmou ainda que a Copa, “apesar de estar sendo um sucesso” e de ser boa para o País, tem impactos negativos no setor. “Foram sete dias úteis a menos, o que influenciou as vendas”, disse. “Temos que tomar as medidas para viabilizar um segundo semestre melhor.”

Segundo Mantega, há uma certa semelhança entre o primeiro semestre do ano passado e o deste ano. “Estamos trabalhando com uma projeção que, este ano, seja semelhante ao ano passado”, completou.

“Com a manutenção, podemos ter um segundo semestre melhor”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Moan. Segundo o dirigente, ainda não há como antecipar os dados de junho, que serão conhecidos no próximo dia 7.

Recuperação

O presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Flavio Meneghetti, afirmou, na tarde desta segunda-feira que a manutenção da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis novos até dezembro “é fundamental para a recuperação nas vendas de veículos”, principalmente no segundo semestre.

“Estamos em um ano com mais dificuldades da economia, a Copa afetou comércio de uma forma geral e o IPI aumentado traria um reajuste de até 5% no preço final. O mercado não suportaria um impacto dessa magnitude”, disse Meneghetti ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Segundo ele, a queda estimada de 7% nas vendas de veículos novos do primeiro semestre de 2014 ante igual período de 2013 pode ser revertida, “em parte” no segundo semestre, já que o período terá mais dias úteis. “Provavelmente poderemos melhorar isso e ter segundo semestre mais produtivo. Mas ainda não temos uma estimativa”, disse, antes de elogiar o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “O ministro está atento, envolvido e preocupado com que acontece com o mercado.”

Fonte: Agência Estado

Estoque de carros com IPI baixo deve durar até fevereiro

O estoque de carros nas concessionárias sob o regime antigo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) deve durar até a metade de fevereiro em Curitiba. Mesmo sem dados oficiais do número de carros faturados pelas lojas ainda em 2013 – e que podem ser vendidos sem o aumento do imposto –, a estimativa dos revendedores é de que os compradores ainda consigam encontrar modelos mais baratos nos próximos 30 dias.

No fim do ano passado, a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotivos (Anfavea) estimou que 289 mil carros do antigo regime de IPI estavam estocados, o que seria suficiente para, pelo menos, 25 dias de vendas, excluindo fins de semana.
Hoje, conforme a loja, de 60% a 90% dos carros em estoque nas concessionárias de Curitiba foram adquiridos em 2013. Além de ter IPI menor, esses veículos também não estão sujeitos à lei que obriga a instalação de freios ABS e airbags, que entrou em vigor neste ano.

De acordo com diretor geral da Federação Nacional da Distribuição dos Veículos Automotores do Paraná (Fena­­brave-PR), Luiz Antônio Sebben, o momento é o ideal para os consumidores que querem comprar os veículos com os descontos. “Ainda que a diferença de preço seja pequena, esta semana é a mais indicada para quem busca variedade de automóveis com desconto. Em fevereiro, boa parte dos modelos que sobrarem devem contar com menos acessórios ou opções”, afirma.

A diferença de valor varia de acordo com o modelo, mas a economia dos preços médios dos carros novos com maior saída varia de R$ 300 a R$ 2 mil entre os modelos com imposto reduzido e com a tarifa reajustada. “É uma diferença de preço que, na prática, pode ser pequena, em torno de R$ 30 por mês no financiamento”, afirma a supervisora de vendas de carros novos da Ford Metropolitana, Iara Kruger.

O IPI dos carros populares, que têm a alíquota mais baixa, subiu de 2% para 3% em 1.º de janeiro. A alíquota havia sido reduzida a zero em 2012 e recomposta ao longo do ano passado. Para minimizar o impacto nas vendas, o governo adiou para julho a retomada completa do tributo, para 7%.

Para o diretor comercial do grupo Corujão, Antonio Carlos Altheim, a maioria das concessionárias não antecipou a compra de carros para estoque. “Estamos com o nosso giro de vendas normal, com duração de cerca de um mês”, afirma. Segundo Altheim, a alta no imposto não tem impactado nas vendas iniciais do ano e nem deve ser trágica para o setor nos próximos meses. “É um novo patamar do mercado, que vai exigir mais pesquisa dos clientes”, completa.

Expectativa é de ano estável em vendas

Em um ano com mais feriados que o normal e aumento programado na cobrança dos impostos, as concessionárias de veículos terão motivos para comemorar se fecharem 2014 com o mesmo volume de vendas de 2013. A avaliação é de vendedores de lojas de Curitiba.

“Este ano será complicado. São muitos feriados e menos dias de show room. Não vejo um ano muito bom”, explica o diretor comercial do grupo Corujão, Antonio Carlos Altheim. A supervisora de vendas de carros novos da Ford Metropolitana, Iara Kruger, concorda. “Se fecharmos com o mesmo número de vendas que 2013, já podemos nos dar por satisfeitos”, afirma.

A expectativa oficial das concessionárias é um pouco mais otimista. De acordo com a Fenabrave, a estimativa de crescimento para 2014 é de 2% nas vendas. “Se tivermos um ano estável na conjuntura econômica, podemos ter um leve aumento no volume de negócios”, justifica o diretor geral da federação no Paraná, Luiz Antônio Sebben.

Os lançamentos programados para o ano também podem salvar o mercado. “É um ano para o qual estão programadas muitas novidades, o que pode compensar os aumentos nos preços”, completa o supervisor de vendas da Niponsul, Ricardo Hallgren.

Fonte; Gazeta do Povo