Embora tenha subido mais de 7% nos últimos oito pregões, na maior sequência positiva desde o início do ano, o Ibovespa sinaliza um novo início em alta nesta quinta-feira.

Acompanhando o cenário externo, o Ibovespa futuro subia, há instantes, 0,76%, e marcava 67.550 pontos.

Ontem, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) testou novamente a linha dos 67 mil pontos, mas fechou com valorização de 0,20%, aos 66.808 pontos. O total negociado correspondeu a R$ 5,77 bilhões.

No mês, o Ibovespa já acumula ganhos de 9,64%, na maior alta desde maio de 2009

Nesta jornada, os investidores analisam uma série de balanços corporativos de empresas como Exxon Mobil, Motorola, Southwest Airlines e Avon. No Brasil, o foco recai sobre os números trimestrais da Vale, que serão divulgados após o fechamento da Bovespa.

Além disso, nesta manhã, o Departamento do Trabalho americano revelou que os novos pedidos de seguro-desemprego no país somaram 457 mil na semana encerrada no dia 24 deste mês, o que representa uma redução de 11 mil em relação à leitura de uma semana antes (468 mil, revista). O resultado foi melhor que as expectativas do mercado, que indicavam um total de 460 mil pedidos do benefício no período.

Na Europa, a Comissão Europeia ainda mostrou que a confiança na economia da zona do euro melhorou neste mês. Em julho, o indicador que mede a confiança na região teve alta de 2,3 pontos, passando de 99 pontos no mês passado para 101,3 pontos neste mês.

Minutos atrás, os índices futuros americanos sinalizavam uma abertura positiva em Wall Street, assim como as bolsas europeias operavam no azul.

Na Ásia, a maior parte das bolsas fechou a jornada em baixa, com o mercado reagindo aos dados divulgados nos Estados Unidos ontem.

O índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, recuou 0,59%, enquanto, em Seul, o Kospi teve queda de 0,06%. Já na China, o Shanghai Composite subiu 0,055%, enquanto, na bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng ficou praticamente estável, avançando 0,01%.

De volta ao front corporativo, a Vale anunciou que fará uma oferta pública voluntária (OPA) para a aquisição de até 100% das ações ordinárias da Paranapanema. Se todos os acionistas da produtora de cobre aderirem à proposta, a Vale desembolsará cerca de R$ 2,01 bilhões no negócio.

O preço fixado por ação ordinária é de R$ 6,30, o que corresponde a um prêmio de 22,4% sobre a média de fechamento dos pregões dos últimos 90 dias. O valor é, inclusive, superior ao preço por ação apontado no laudo de avaliação da Paranapanema. O preço será ajustado, no entanto, no caso de pagamento de dividendos. O leilão está marcado para 1º de setembro, às 15 horas.

Já a Usiminas contabilizou no segundo trimestre deste ano lucro líquido de R$ 347 milhões, valor 3,5% superior aos R$ 335 milhões registrados um ano antes. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) saltou 526%, de R$ 139 milhões para R$ 872 milhões.

Fonte: G1

 

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