O calote entre as empresas brasileiras atingiu no primeiro semestre deste ano o menor nível para o período desde 2004, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela empresa de análise de crédito Serasa Experian. Segundo a pesquisa, mesmo com o desaquecimento visto na economia desde o segundo trimestre, as empresas estão conseguindo colocar as contas em dia.

O recuo visto no semestre passado foi de 9%, na comparação com o mesmo período de 2009. Considerando os dados referentes a junho também houve recuo: na comparação com junho de 2009 a queda foi de 7,2% - também a maior desde 2004. Em relação a maio deste ano, o recuo em junho foi de 5,8%.

Segundo a Serasa, os resultados refletem principalmente “a melhoria nas condições de crédito para pessoa jurídica, sobretudo em termos de prazo, e à busca de financiamento via mercado de capitais, com lançamento de ações e debêntures [títulos de renda fixa emitidos por sociedade anônima para tomar empréstimo no mercado]”.

Na relação mensal, os protestos contribuíram com um recuo de 4% e os cheques com 2% no resultado total. Já as dívidas com bancos pressionaram para cima.

Valor médio das dívidas

De janeiro a junho de 2010, os calotes nas dívidas com bancos tiveram um valor médio de R$ 4.744,44 - alta de 3,3%, em relação ao primeiro semestre de 2009. No caso dos títulos protestados, o valor médio visto entre janeiro e junho foi de R$ 1.619,95, uma queda de 10,4% sobre igual período de 2009.

Os cheques sem fundos, por sua vez, tiveram valor médio em R$ 2.011,38 no semestre passado - elevação de 38,8%, na comparação com o primeiro semestre de 2009.

FonteÇ R7

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