29 Julho 2010
O Banco Central (BC) demonstrou preocupação em relação ao preço da gasolina neste ano, segundo a ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do último dia 21, divulgada nesta quinta-feira (29). Na ocasião, o banco elevou a taxa Selic de 10,25% ao ano para 10,75%, com o objetivo de encarecer o crédito e controlar a inflação.
As projeções de reajuste para a gasolina e para o gás de bujão continuaram inalteradas em relação à última reunião, com previsão de aumento “zero” para este ano. Apesar disso, a entidade afirma que a “incerteza que envolve esses preços segue elevada”.
O documento do BC diz que a preocupação se justifica pela “incerteza da recuperação da economia européia”, pela oferta do produto e por questões geopolíticas.
- Independentemente do comportamento dos preços domésticos da gasolina, a evolução dos preços internacionais do petróleo pode, eventualmente, se transmitir à economia doméstica tanto por meio de cadeias produtivas, como a petroquímica, quanto pelo efeito potencial sobre as expectativas de inflação.Taxa Selic
Os integrantes do Copom mantiveram para o próximo mês a perspectiva de que a taxa Selic ficará no patamar de 10,75% ao ano, conforme foi decidido na última reunião, nos dias 20 e 21 deste mês. Na ocasião, o comitê elevou a taxa em 0,5 ponto percentual.
Essa é a terceira alta consecutiva da taxa, que está em seu terceiro ciclo de aumentos desde o início do governo do presidente Lula. Os outros dois ciclos de altas foram entre 2004 e 2005 e em 2008.
Em nota, o Copom informou que a decisão foi unânime, ou seja, que todos os integrantes do comitê votaram pelo aumento da taxa para 10,75% ao ano.
A Selic é chamada de taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como um piso para a formação dos demais juros cobrados no mercado, que são influenciados também por outros fatores, como o risco de quem pegou o dinheiro emprestado não pagar a dívida.
Para o consumidor, o impacto mais direto de um aumento da taxa básica é o encarecimento dos empréstimos e dos juros cobrados pelos bancos e comércio nas diferentes modalidades de financiamentos. Entretanto, especialistas avaliam que o impacto do aumento anunciado na noite desta quarta-feira (21) no bolso do brasileiro será pequeno.
Fonte: R7
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